A SOCIEDADE LAMATRONIKA® foi criada por Cláudio Carvalho e Lília Palmeira com a proposta de desenvolver e divulgar o trabalho de estudiosos e artistas de diversos seguimentos artísticos a ela ligados. Esse grupo de pessoas desenvolvem um trabalho sério focando integrar a Arte e a Ciência compondo uma rede única de energia criativa que se mescle ao momento atual da Terra manifestando, assim, uma nova cosmovisão através desses movimentos criativos – científico, artístico e cultural. O nosso trabalho, portanto, é um retorno à Unidade do aqui e agora; uma tentativa com o intuito de resgatar a Verdadeira Gnose, a busca do autoconhecimento prático no cotidiano.

Não somos um grupo de ensino e nem tencionamos a criação de uma ordem religiosa, colégio iniciático ou qualquer instituição organizada. Não viemos dizer ou indicar qual é o melhor caminho. Esta tarefa é de caráter individual. O nosso objetivo é apenas propiciar mais um veículo.

A SOCIEDADE LAMATRONIKA® PRIMA POR UM CARÁTER TOTALMENTE IMPARCIAL NA ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS E DIVULGAÇÃO DE TRABALHOS DE SEUS COLABORADORES E CONTRATANTES.

RESPONSABILIDADE SOBRE CONTEÚDO DA OBRA:

O conteúdo dos artigos aqui publicados são de inteira responsabilidade do Autor e a ele cabe responder sobre plágio, publicação não autorizada, calúnia, difamação ou autoria.

Faze o que tu queres deverá ser a totalidade da Lei.
Amor é a lei, amor sob vontade

Lançamento do livro Cosmic Meditation de Michael Bertiaux - com permissão da FULGUR LIMITED©

IMAGENS DA SEGUNDA EDIÇÃO DO LIVRO HIDDEN LORE DE KENNETH GRANT - com permissão da FULGUR LIMITED©

"Zos locates the apprehension of reality in the lightning-swift 'inbetweenness' reciprocation between the dual terminals of ego and self." "Zos localiza a apreensão da realidade no rápido-relâmpago do ‘intervalo interior’ na reciprocidade entre os dois terminais do ego e do self". (Hidden Lore - Kenneth Grant)

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

NOVA PUBLICAÇÃO DA REVISTA STARFIRE



STARFIRE – Volume Dois – Número Três



Starfire Publishing Ltd anuncia a publicação no final de Janeiro de 2009 do Volume Dois – Número Três da Starfire, pela qual a reserva já pode ser feita.

Essa nova edição é limitada a 750 cópias. Em tamanho A4 (29,0 x 21,0 cm), essa edição possui 192 páginas ao todo, impresso em 115 gsm, papel revestido em matt, encadernação costurada. A capa é em cartão substancial, com frente e verso colorido. O conteúdo desta edição está detalhado abaixo.

As primeiras 100 cópias compreendem uma edição limitada em hardbound, disponíveis somente com os editores.
As capas são encadernadas em percalina azul (tecido de algodão, forte, usado, sobretudo em encadernação, Mini-Dicionário Aurélio) em desenho estampado tanto na lombada como na capa. As ilustrações na frente e verso são encadernadas em matrizes coloridas. Cada cópia é numerada e assinada pelo editor, Michael Staley.

O preço da publicação em hardbound é de ₤40.00 e, devido a demanda antecipada, os pedidos são restritos a uma por pessoa. Ambas as edições podem ser pedidas diretamente aos editores:


Starfire Publishing Ltd.
BCM Starfire
London WC1N 3XX
United Kingdon


O porte e envio desta publicação são extras por peso, e varia de acordo com o destino de envio como se segue:

Áreas
Reino Unido - Brochura ₤4.00 - Capa Dura ₤5.00
Europa - Brochura ₤6.00 - Capa Dura ₤7.00
Resto do Mundo - Brochura ₤10.00 - Capa Dura ₤13.00

Todos os pagamentos por cartão de crédito são processados via Paypal. Por favor, os pedidos via Paypal em Libra somente podem ser feitos diretamente no nosso e-mail:
starfire.books@btinternet.com

Também estaremos satisfeitos em receber pagamento por cheque, vale postal local (dentro do Reino Unido) ou vale postal internacional (Exterior). Novamente, estes devem ser em Libra somente, por favor, pagamentos feitos a Starfire Publishing Ltd, e acompanhado pela forma de pedido abaixo.

To: Starfire Publishing Ltd, BCM Starfire, London WC1N 3XX.

♦ Please send me ___ copies of the softbound edition of Starfire Volume Two Number 3 at
£20.00 each, plus £ _____ for postage and packing per copy.
♦ Please send me one copy of the hardbound edition of Starfire Volume Two Number 3 at
£40.00, plus £ _______ for postage and packing.
I enclose total remittance for £_______ made payable to Starfire Publishing Ltd.
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Os títulos da Stafire Publishing são distribuídos no Canadá e nos EUA pela Holmes Publishing Group LLC, Postal Box 2370, Sequim, WA 98382, USA. Para preço e entrega: holmespub@fastmail.fm

A primeira edição da Starfire apareceu em 1986, e tem sido um Jornal do Novo Æon ocasional desde então dedicado a Thelema, totalmente composto com artigos e arte de relevância para a Corrente Thelêmica. Todas as edições anteriores estão esgotadas e são difíceis de obter. Esta é a primeira nova edição da Starfire depois de muitos anos, e como sempre temos uma coleção cintilante de artigos, contos e arte que é certamente para informação e deleite. Impresso em papel de qualidade, o conteúdo inclui:

. The Magic of Folly por Richard Ward – algumas considerações da Carta “O Louco” no Tarô;
. The Stone Shades in Yellow por Alistair Coombs – um ensaio sobre o trabalho do novelista Sax Rohmer;
. The Stone of Stars por Oliver St. John – um fascinante conto urdido em torno de uma pedra talismânica e as forças invocadas nela;
. Tzaddi is not the Star por Elmet Caradoc – algumas considerações sobre o Tarô de Thoth;
. The Aphotic Oracle por Daniel Lett – sobre o papel da imaginação na magia;
. Nighmare Sorcery por Richard Gavin – utilizando os poderes do sonho;
. Maranatha: a Blessing or a Curse por Stephen Dziklewicz – uma análise intuitiva desta palavra;
. The Altar por Peter Smith – um outro conto fascinante, desta vez focando a história de um grimório perdido;
. A Very Personal Tantrum por Joe Claxton – uma narrativa das conseqüências de um trabalho ritual específico.

A edição também inclui como um suplemento diversas apresentações da Conferência de Abril de 2004 – Thelema Beyond Crowley – ocorrida em Londres para marcar o Centenário da transmissão de O Livro da Lei. O suplemento inclui o seguinte:

. Looking Forward – por Kenneth Grant;
. The Letter Killeth – por Michael Staley;
. A Hundred Years Hence – por Martin Starr;
. Calling Mr. Crowley – por Andrew Collins;
. The Evolution of Maat Magick – por Margareth Ingalls.


Com permissão da Starfire Publishing Ltd.
Tradução por Cláudio Carvalho - 2009©

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

SONHOS DE HIPERBÓREA - KRISTO, SOL DE DEUS

Por David Beth, Hochmeister Fraternitas Borealis


"Sempre que submetermos um talismã violado – a Cruz – em seguida, virá de volta um rugido da loucura selvagem dos antigos guerreiros, com todas as suas… a ira de Berserker, de quem os nossos poetas nórdicos falam e cantam. Este talismã já está agora ruindo, e o dia não está longe quando ele for divido por completo. Nesse dia, os velhos deuses de pedra surgirão de seus longos destroços esquecidos e esfregarão de seus olhos o pó de mil anos de sono. Enfim o último salto para vida, Thor com o seu gigantesco martelo irá esmagar as catedrais góticas. E não riam nos meus presságios, o conselho de um sonhador que previne você distante de. . . Naturphilosophen. Não, não ria do visionário que sabe que no domínio dos fenômenos vem logo a revolução que já teve lugar no domínio do espírito. Pois o pensamento vai antes da proeza como relâmpago antes trovão ".

(Heinrich Heine)



INTRODUÇÃO

Agora pela primeira vez foi decidido fazer publicamente disponível um documento de uma misteriosa comunidade mágica e filosófica chamada Fraternitas Borealis. Hoje esta organização de mulheres e homens trabalha internacionalmente sob o
‘Hochmeister’ (Grande Mestre) alemão David Beth, que é também um dos maiores adeptos da O.T.O.A./L.C.N. de Michael Bertiaux e da Ecclesia Gnostica Aeterna. Fraternitas Borealis não é o nome original desta organização, mas foi decidido que F.B. é mais adequada para representar os objectivos da Ordem e do patrimonio em nossos tempos. Embora não queiramos explanar a história da ordem até este ponto, vamos contudo mostrar alguns fatos interessantes. Este grupo foi formado na Alemanha na segunda metade do século XIX. Os fundadores estavam, além de profundamente envolvidos nas tradições pagã/gentia e esotérica/oculta (da Alemanha), também muito próximo ao que é conhecido como Naturphilosophie (Filosofia Natural) e Lebensphilosophie (Filosofia de vida). Será suficiente para o nosso propósito mencionar a estreita ligação da Ordem com Ludwig Klages [1], Alfred Schuler [2] e o Círculo Cósmico (Kosmiker-Kreis). Sabemos também de uma possível ligação direta com C.G. Jung através de pessoas do eixo bohemio "Schwabing-Ascona“. Os iniciados da F.B. nunca discutiram abertamente os seus trabalhos e nunca publicaram nada fora da organização. Por boas razões, já que suas ideias de oculto e trabalho mágico estavam estreitamente ligadas ao sigilo e arcana (mistério). Novos iniciados eram apenas "recrutados" por convite e nunca por publicidade de membros. Este segredo tornou-se ainda mais importante após a cena oculta e mágica, em especial na sua forma pagã e volkish (popular), tornar-se cada vez mais obcecada com ideias profanas de raça física, que nunca foi a idéia ou enfoque da F.B. Longe de ser uma organização típicamente volkish, a F.B. nunca foi interessada na definição ou criação de uma raça física superior através da divisão em raças físicas ou idéias semelhantes. Em vez disso, estava preocupada com a criação metafísica e universal de um "Übermensch" (Super-homem) utilizando ferramentas ocultas, mágicas e initiáticas que tinham sido transmitidas aos seus iniciados via tradição hiperboreana, neste caso, do norte.

Foi e é uma tradição gnóstico-mágica universal. “Hiperboreanos“, tal como definido no sistema da F.B. é uma "raça" mental de Übermenschen independente da herança racial profana, como "Ariana" ou "Eslava", etc. Na verdade membros da Ordem são de uma grande variedade de backgrounds raciais unidos em uma aristocracia da alma e espírito. Como no sistema de Voudon Esotérico de Michael Bertiaux, qualquer pessoa que tenha o potencial para se conectar e utilizar a corrente será capaz de trabalhar dentro da F.B. e traz para plena radiação a mística Blutleuchte (luz do sangue) dentro de si mesmo. Uma força central mística por trás de todo o nosso trabalho é o que o filósofo e metafísico Ludwig Klages tem tão adequadamente denominado eros kosmogonic, o Eros criador de mundos que tem muito pouco a ver com amor sentimental ou erotismo profano.


O que se segue é um recente artigo escrito para uso na F.B.



KRISTO-SOL DE DEUS


Somos uma ordem de homens e mulheres guerreiros. Nós aderimos à ética do antigo guerreiro-sacerdote hiperbóreo como relatadas a nós pelos nossos ancestrais. Coragem, honra, sacrifício, lealdade e respeito pela natureza são partes totalmente integrante desta forma de vida. Somos, em princípio, uma comunidade solar e, portanto, nossos mitos estão de acordo com isso. Solar no nosso sistema não pretende significar o princípio masculino per se. Não estamos interessados em manter qualquer sistema ou mundo patriarcal, nem estamos interessados em re-estabelecer um culto matriarcal. Sabemos que só a fusão de ambos em um sistema simbiótico pode trazer a nova era dourada, que vai seguir esta idade do lobo. O culto Solar é o único racional e cientificamente lógico culto já que o sol é o doador da vida. Os nossos ancestrais sabiam disso e é tempo de reconhecer isto e utilizar os poderes mágicos nisto contidos. Nós somos solares, não somente por causa da ligação à natureza e ao fogo que dá vida do sol físico, mas também porque nós reconhecemos e carregamos os segredos e mistérios do Sol Negro, um misterium tão multienxertado que não temos tempo de discuti-lo aqui .

Há muita controvérsia sobre o cordeiro, a figura de Cristo tendo um lugar nos nossos mistérios. A resposta simples é: ele faz muito – na forma do Kristo Solar, o Sol de Deus. Poderíamos na verdade também nos chamar Cristãos solares e não incorreríamos em erro. Na nossa escola, o mito de Cristo não está estreitamente associado com a adoração do sol na sua forma primitiva, mas com uma elaborada transferência e absorção das qualidades solares dentro da figura de Cristo e assim criando uma poderosa imagem de deus e egregora apropriada ao nosso trabalho como magistas alquímico-sexuais e monge-guerreiros.

Desde o início da Cristandade, esta verdadeira relação de Kristo com o sol só foi feita em algumas seitas de gnósticos, todas descendentes de e, portanto, trabalhando na antiga tradição hiperboreana. Encontramo-las nos cultos da serpente gnósticos Ofidianos como o La Couleuvre Noire, que, pela equiparação de Cristo com o Sol o relacionou também a Damballah e Leghba. Ele é, portanto, o Deus Sol nas encruzilhadas. Uma fórmula mágica de aplicação permite, por conseguinte, aos magistas sexuais ofidianos sacar contra toda a magia feita em nome de Cristo e tranferir seu poder aos seus ritos. Toda a energia psíquica gerada pelos fiéis em Cristo é armazenado em um grande reservatório astral que, assim, pode ser extraída pelo magistas sexuais que utilizam a energia para dar poder aos seus ritos.

O mesmo foi feito por secretos cultos esotéricos solares germânicos, aberto a homens e mulheres, que estavam e estão em estreita relação espiritual com cultos da natureza mencionados acima. Estes magistas germânicos transformaram a imagem de Cristo, que foi apresentada a eles e infundiram nela todas as qualidades de seu antigo sistema de crenças pagãs e, assim, ele foi transformado em um poderoso senhor guerreiro encarnando as virtudes e poderes secretos dos antigos deuses.

Um ótimo exemplo disto é encontrado em um dos primeiros poemas cristãos no corpus da literatura anglo-saxã, o "Dream do Rood" (Sonho da Cruz). No poema, o poeta descreve o seu sonho de uma conversa com a madeira da Verdadeira Cruz. Jesus é retratado como um heróico modelo de guerreiro Germânico, que enfrenta sua morte e derradeiro sacrifício de sangue resolutamente e mesmo ardentemente, assim sendo transformado no Kristo solar, corajosamente indo para sua morte para lutar e vencer as forças das trevas que representam a morte. Neste sentido, o Kristo pode ser visto como Ingui e talvez como Donar (Thor), forças combatentes de escuridão e caos. A Cruz (a antiga fé Cristã e Pagã Germânica viu o espírito de Deus percorrendo através de todas as coisas. Tudo tinha um espírito, mesmo os aparentemente objetos inanimados, tais como uma cruz de madeira), falando como se fosse um membro do bando dos partidários de Kristo, aceita seu destino enquanto observa seu Criador morrer e, em seguida, explica que a morte de Kristo não era uma derrota, mas uma vitória. Um exemplo perfeito do ideal germânico-hiperboreano do sacrifício (de sangue).

Alguns estudiosos do "Dream do Rood" tem afirmado que a Cruz é feminina, e compartilha uma estreita, quase relação sexual, com o ultra-masculino Kristo. O fato é que a Cruz afirma que os romanos torturaram "unc butu ætgædere" (nós ambos, em conjunto) e aponta para uma estreita relação pessoal e simbiótica entre a Cruz e o Kristo. Onde acadêmicos arranham na superfície, para nós iniciados isto tem sido sempre claro e sabemos da precisa fórmula mágica sexual que está por detrás desta suposição acadêmica. Na verdade, diz respeito a um poderoso mistério da Cruz e do Kristo que está intimamente relacionado com um outro mistério sexual hiperbóreo, aquele da Soror Mystica. O poema anglo-saxão termina com a prece do poeta à Cruz para que ele pudesse entrar no bando dos seguidores de Kristo, como um verdadeiro cavaleiro. Para os iniciados germânicos a cruz se tornou a versão kristianizada do conceito deles do cosmos, que representou a Árvore do Mundo, a Irminsul. O Deus Wotan (Odin), como Kristo, sacrificou-se em uma árvore (a cruz é frequentemente referida como uma árvore) e não lhe foi dado comida nem bebida. Seu lado foi perfurado com uma lança assim como Kristo e pela submissão deste julgamento e passando através de Hel, o mundo dos mortos, ele simbolicamente morreu e no verdadeiro costume gnóstico renasceu em um estado físico e espiritual mais avançado.

Através da Cruz, Kristo-Wotan simbolicamente passa para adiante deste mundo, no paraíso/pleroma. Primeiro, porém, ele desce em Hel e toma as almas dos danados levando-os até ao céu com ele trazendo-os em plenitude e igualdade com Deus. A cruz é, portanto, uma espécie de portal entre este mundo e os outros mundos que estão além da nossa percepção humana. Ao descer em Hel (l), Kristo-Wotan supera a morte e as forças das trevas. Morrendo e sendo renascido ele volta ao Pai e se senta no trono dele no interior de todo tempo e espaço, e isso é precisamente aquilo que temos como objetivo a alcançar em nosso trabalho. Existe um rito solar hiperbóreo xamanista em que o iniciado utiliza uma experiência quase fatal para viajar para realidades e universos alternativos. O iniciado (como Wotan) submete-se a esta experiência, na beira da própria morte, a fim de obter uma visão sobre a natureza do cosmos. No entanto, essa busca é para mais do que apenas sabedoria e entendimento. Viajando através Hel e no coração do cosmos, nós, os iniciados, estamos sendo unidos ao perpétuo fluxo da rede de Wyrd. Em outras palavras, somos capazes de transcender tempo e espaço, de estar em todos os lugares e todos os tempos de uma só vez. E após o último rito e o último sacrifício, o iniciado hiperbóreo da nossa tradição está vendo tudo e conhecendo todos, não apenas porque ele ganhou a profunda sabedoria e compreensão do universo, mas porque ele existe no interior dessa sabedoria e entendimento.


Nestes mistérios mágicos do Kristo-Solar repousa grandes segredos. Eles mostram como certos cultos, que trabalham na tradição solar hiperbórea, são capazes de utilizar o poder-Kristo e tem uma vantagem sobre todos os outros sistemas no mundo, visualizando e utilizando o mito solar a partir de sua perspectiva esotérica e mágica mais correta.



Notas:


[1] Ludwig Klages (1872-1956) foi um filósofo, psicólogo e um teórico Alemão no campo da análise de caligrafia. Ele criou uma teoria completa da grafologia e por muito tempo foi será associado aos conceitos de níveis de forma, rítmo e interpretação bipolar. Ele é importante porque junto com Nietzsche e Bergson ele antecipou a fenomenologia existencial. Ele também cunhou o termo logocentrismo nos anos 20. Klages estudou química, física e filosofia na Universidade de Munich onde também lecionou.


[2] Alfred Schuler (1865-1923), para os espectadores, fundadores religiosos, era um Gnóstico, visionário e considerado um Mistagogo. Foi chamado o último Cátaro Alemão. Schuler, um reconhecido gnóstico neopagão, abriu o caminho para George e Stefan Ludwig Klages. Mesmo sem um livro publicado durante sua vida alcançou um amplo efeito. Depois de muito estudar Schuler viveu como um estudioso recluso em Munique, do qual só saia para curtas viagens.



David Beth - 2007©
http://kosmic-gnosis.org/home.html


Tradução de Lília Palmeira

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

THERAPY & INITIATION


One of the most difficult things it is trying to correct a interpretation mistaken. An error like this is often used with the word therapy during years so that it has been become synonymous to the psychoanalysis or "things from bad to worse."

To begin we should go back to the past, when the Greeks - always the Greeks – coined terms of which facillitated the understanding from certain lessons older they were searching.

Therapia (Θεραπεια) is a Greek word that means careful, forecasting, caring, careful treatment. So everything that is done with care is so therapeutic. Sleep, wake up, brush your teeth, eat, take a bath, read, write, speak, and all that the human being makes daily without paying attention if done with complete attention and care it is therapy. Take care into correct way of your life, your home, your work, your education, children, friends, employees, customers – it is therapy. Studies, practices, spiritual exercises – it is therapy.

It is the attention that is trainned up day by day that lead on human being to understand what means Initiation. Behold, arises an affirmative:

ALL INITIATED IS A THERAPIST, but not all "therapist" is an Initiated.

About this affirmative some questions must be understood:
-- Initiated is who accomplish through its own merit to promote the necessary changes to attain new stages of consciousness itself.
-- There is no the possibility of one "to give Initiation or to Initiate" anyone else. To a maximum that happens is to show means of access through any method or system.
-- Finding who dress differently, use another name, pray for this or that god, to make "rituals", will make you a different people, sorry, is pure illusion or hope.

The therapy is holistic. No way to care every parties. The whole must be contained: body, mind/emotions and spirit. This artificial division disappears when you understand that the Spiritual processing has therapeutic effects and the clear vision and hence every solution of your problems - internal and external - makes you more freedom, that is to say, to becoming Being into Its wholeness.

Therapist is a people who cares for him/herself and through this careful attainment the Initiation, and only then, can aid others both correctly and completely. An important question. A real Therapist, as was known in the remote past, knows beforehand respect the process from the other. He/she knows the exact 'time' given to each one and understand completely the hierarchy of Three.

To take care of yourself requires the self-knowledge. Most people think that to "achieve" the self-knowledge is mandatory you belong to any Order, Religion or " Initiatic Group " as it were compelled to believe about the necessity of an external support and balancing into your strive moments. In the early stages of your path may occur from another individual serve as the intermediary that comes from these deepest levels, but will come the time that you should take this path at your hands and just counting with which that the inner life gives you directly. To move forward, you must then to leave behind what at an earlier stage might have been useful. To transcend human ties is therefore crucial to the attainment, although some people almost always justify their addiction with strong arguments.

Astrology, Numerology, Quirology, Tarology, Psychology and other sciences more or less formal are only tools, help devices into the process of self-knowledge. Beliefs and religions are only supports that help the process. The existent techniques or practices are only the means to achieve that status. The methodology is individualized, because each one must be identified with the technique that was chosen for this. Knowledge is also important because the stuffs to be studied often provides a better understanding of the process.

But none of them is fundamental! They are only methods.
It is the mind (sensorial awareness), which perceives the world and that consistently produces uncontrolled thoughts. Spirituality is the Awakening of consciousness that leads to Freedom. This freedom is obtained through a process of gradual transformation of sensorial awareness. Through the mind’s transformation, distiling it day by day, your experience becomes another aspect from the act to be, where the "I" emerge from the consciousness and it will guide your path.

The more complete therapys should aim as a basic goal to the Spiritual growth and the attainment of Being, also the opening of new dimensions of existence and new worlds into your Spiritual universe. The key seems to be the principal balance among polarities into the dual world. With many proficiency Zivorad Slavinski says:

The uncovering and Neutralization of PPs seems at the first to be the discovery of our time, but wise men of all times have known about them. Yin and Yang symbols are the perfect graphical and visual representations of Primes. If you take a look at them, you will see that each Polarity contains the other Polarity as a dot. Six centuries before Christ the Chinese sage Lao-Tzu most certainly knew about them. His words have been saved: “From one comes two, from two comes three, and from three comes the whole universe.”

Also, in occultism from the 19th century and in the first part of the 20th century, the Neutralization of opposites or polarities was thought of as the greatest arcanum or secret. Masters of occultism knew about Primes.

A couple of us have stepped into dimensions beyond Primordial Polarities for a brief moment. Without a doubt, some followers of traditional Spiritual teachings have done it before us and it is quite possible that some groups or individuals in other parts of the world are doing it as you read this.”

The mind, with its peculiar vanity, usually making the person is considered an aspect from which in reality only begins to approach up. So the real mystics and occultists warn repeatedly: the humility must be present in every step into way.

Only by studying comes to discrimination about what we read and learn. And that applies to everything that I am writing here. Studying, not just read and think "cool". " Scholarship enough " not hurt as some think. The mistake is to addict to the knowledge acquired so that you are entirely satisfied to be recognized by society as "someone important" because of this knowledge. All that study should be implemented into Life or not to serve anything, unless as a fine menu to the already hyper-inflated ego.


Lília Palmeira, 2008©
SOCIEDADE LAMATRONIKA® – Todos os direitos reservados.

TERAPIA & INICIAÇÃO

Uma das coisas mais difíceis que há é tentar corrigir um erro de interpretação. Um erro assim se deu com a palavra Terapia que no correr dos anos se tornou sinônimo de psicanálise ou “coisas piores”.

Para começar devemos ir ao passado, quando os gregos – sempre os gregos – cunharam termos que facilitassem o entendimento de certos ensinamentos mais antigos que eles estavam pesquisando.

Therapia (Θεραπεια) é uma palavra grega que significa cuidado, previsão, solicitude, trato cuidadoso. Então tudo o que se faz com cuidado se faz de modo terapêutico. Dormir, acordar, escovar os dentes, comer, tomar banho, ler, escrever, falar, e tudo o que o ser humano faz cotidianamente sem prestar atenção se feito com total atenção e cuidado é terapia. Cuidar da maneira correta de sua vida, sua casa, seu trabalho, sua educação, filhos, amigos, empregados, clientes – é terapia. Estudos, práticas, exercícios espirituais – é terapia.

É a atenção ao que se faz no dia a dia que traz o ser humano ao que entendemos por Iniciação. Daí surge uma afirmativa:

TODO INICIADO É UM TERAPEUTA, mas nem todo “terapeuta” é um Iniciado.

Sobre essa afirmativa alguns coisas devem ser entendidas:

- Iniciado é aquele que consegue através de seu próprio mérito promover as mudanças necessárias para atingir novos estágios de consciência em si mesmo.

- Não existe a possibilidade de alguém “dar” iniciação a outra pessoa. O máximo que ocorre é mostrar via de acesso através de algum método ou sistema.

- Achar que se vestir diferente, usar outro nome, rezar para este ou aquele deus, fazer “rituais”, vai fazer diferença é pura ilusão ou esperança.

A Terapia é holística. Não adianta cuidar de partes. O todo deve estar envolvido: corpo, mente/emoções e espírito. Essa divisão artificial desaparece quando compreendemos que o desenvolvimento Espiritual tem efeitos terapêuticos e a clara visão e conseqüente solução dos seus problemas – internos e externos – torna o homem mais livre, mais o que o Ser realmente É.

Terapeuta é todo aquele que cuida de si mesmo e através deste cuidado alcança a Iniciação podendo então, e só então, cuidar de outros de maneira correta e total. Mais uma coisinha. Um real Terapeuta, como entendido no passado remoto, sabe de antemão respeitar o processo do outro. O ‘tempo’ de cada um e a hierarquia do Três.

Para cuidar de si mesmo é necessário o autoconhecimento. A maioria das pessoas pensa que para “atingir” o autoconhecimento é obrigatório pertencer a alguma ordem, religião ou “grupo iniciático”, pois crê necessitar de um apoio externo e equilibrador em seus momentos de lutas. Nas fases iniciais do seu caminho pode ocorrer de outro individuo servir de intermediário do que vem dos seus níveis profundos, mas chegará o momento em que ele deverá assumir esse caminho contando com aquilo que a vida interior lhe proporciona diretamente. Para avançar, então, será necessário deixar para trás o que em etapas anteriores pode ter sido útil. Transcender vínculos humanos é, portanto, crucial à ascensão, ainda que certas pessoas quase sempre justifiquem seus apegos com fortes argumentos.

Astrologia, Numerologia, Quirologia, Tarologia, Psicologia e outras ciências mais ou menos formais são apenas utensílios, dispositivos de ajuda para o processo de autoconhecimento. Crenças e religiões são apenas suportes que auxiliam o processo. As técnicas ou práticas existentes são apenas os meios para se alcançar esse estado. A metodologia é individualizada, pois cada um deve se identificar com a técnica escolhida para tal. O conhecimento também é importante, pois o estudo das matérias propicia uma melhor compreensão do processo.

Porém nada disso é fundamental! São apenas métodos.

É a mente (consciência sensorial) que percebe o mundo e que constantemente produz pensamentos descontrolados. Espiritualidade é o Despertar da Consciência que leva à Liberdade. Essa liberdade é obtida através de um processo gradual de transformação da consciência sensorial. Através da transformação da mente, experimenta-se um outro aspecto do ato de ser, onde o “EU” emerge da consciência e passa a direcionar seu Caminho.

As terapias mais completas devem visar como meta básica o crescimento Espiritual e a libertação do Ser, a abertura de novas dimensões de existência e de novos mundos em seu universo Espiritual. A chave principal parece ser o equilíbrio das polaridades no mundo dual. Com muita propriedade Zivorad Slavinski diz: “A descoberta e a Neutralização das Polaridades Primordiais parece, inicialmente, ser a descoberta do nosso tempo, mas sábios de todos os tempos a conhecem. Os símbolos Ying e Yang são as perfeitas representações gráficas e visuais dos Primus. Se você os observar, verá que cada Polaridade contém a outra Polaridade como um ponto. Seis séculos antes de Cristo, o sábio chinês Lai-Tzu certamente os conhecia. Suas palavras foram guardadas: “De um vem o dois, do dois vem o três, e do três vem todo o universo.”.

Também no ocultismo do século 19 e na primeira parte do século 20, a Neutralização dos Opostos ou Polaridades foi considerada como o arcano ou o segredo maior. Os mestres do ocultismo conheciam os Primus.

Alguns de nós pisam em dimensões além das Polaridades Primordiais por breves momentos. Sem dúvida, alguns seguidores dos ensinamentos Espirituais tradicionais fizeram isso antes de nós e é bem possível que algum grupo ou indivíduos do mundo estejam fazendo isso agora enquanto você lê.”

A mente, com a vaidade que lhe é própria, costuma fazer com que a pessoa se considere num patamar do qual em realidade apenas principia a acercar-se. Por isso os verdadeiros místicos e os ocultistas alertam reiteradamente: a humildade deve estar presente em todas as etapas do caminho.

Só através do estudo vem a discriminação sobre o que estamos lendo e aprendendo. E isso vale para tudo o que estou escrevendo aqui. Estudar, não apenas ler e achar “bacana”. “Erudição demais” não faz mal como pensam alguns. O erro está em se apegar ao conhecimento adquirido se dando por satisfeito em ser reconhecido pela sociedade como “alguém importante” por causa desse conhecimento. Tudo o que estudamos deve ser posto em prática no Cotidiano ou não serve para coisa alguma, a não ser alimentar o ego já hiper-inflacionado.


Lília Palmeira, 2008©
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

OS ALIMENTOS DAS BRUXAS

O que comiam as bruxas? Que bizarros pratos preparavam as assim chamadas “seguidoras de Satã” quando se encontravam no Sabá, seus festivais noturnos?

Estas perguntas se fizeram os inquisidores e os demonologistas renascentistas, empenhados em conhecer cada aspecto da prática da bruxaria.

A necessidade de definir cada detalhe aparentemente desde o mais insignificante nasceu da necessidade de reconstruir minuciosamente aquela que era considerada, junto aos Turcos e aos Hebreus, a ameaça a mais poderosa à religião cristã; uma ameaça, é bem dizê-lo, nascida em um período de extrema insegurança social devido às guerras, epidemias, conflitos religiosos, profundas mudanças econômicas.

Por esta razão transformaram as bruxas na época do Renascimento como um bode expiatório dos males que a justiça e a teologia tentaram explicar somente recorrendo aos prejulgamentos antigos do milênio. Outrossim, não foi Eva que cedeu às lisonjas da serpente e convenceu a Adão a se alimentar do fruto proibido? Desde que foi a mulher a gerar o pecado original, as descendentes de Eva eram as principais culpadas e as maiores vítimas da caça às bruxas.

Sob a tortura, as mulheres acusadas de bruxaria adimitiam toda sorte de crimes, sugeridos pelo inquisitor ou de sua própria fantasia: vôo noturno, malefícios incríveis, magia sobre o tempo, sobre pessoas e sobre coisas, mesmo relacionamentos sexuais com o diabo.



Durante o interrogatório, as pessoas acusadas de participaram do Sabá descreviam cada aspecto deste banquete: quando foi, quem participou, quem levou o alimento e o que levou. Todas as informações contidas nos relatórios dos processos e nos tratados antibruxaria escritos entre o final de 1400 e o início de 1700. Analisando estes documentos, se descobre que a cozinha das bruxas era muito diversa daquela contidas em histórias populares e nas obras de arte, que descrevem poções preparadas com serpentes, sapos, insetos e outras coisas asqueirosas indescritíveis. Se chegou ao ponto de acusar as bruxas de se alimentarem de carne humana; e talvez algo similar possa ter acontecido, em períodos de grave carestia. De fato, os últimos episódios de canibalismo na Europa são documentados nos anos 30 na URSS, quando houve uma das mais espantosas crises alimentares que a história recente se recorda.

Mas retornemos aos banquetes das bruxas. Tais documentos mostram que os festins, vale dizer os Sabás, aconteciam na maioria de vezes em particular correspondência às festividades, como 1° de Maio, Dia de Todos os Santos, da Candelária, da Páscoa, do Natal ou o Solstício de Verão. De acordo com as estações, o Sabá era realizado em um lugar fechado, perto de algum celeiro, ou a céu aberto, em localidades remotas como Passo del Tonale, o noce di Benevento, do Puy de Dome na Alvernia, o monte Brocken na Alemanha, o Blokula na Suécia, ou do templo pagão em ruínas mais próximo.



O alimento era levado às vezes por uma bruxa, às vezes pelo diabo em pessoa, contudo mais freqüentemente era preparado coletivamente, matando um animal no local. Em um tratado inglês antibruxaria escrito no final de 1600, se diz que a bruxa “senta-se à mesa, onde não falte carnes delicadas a fim satisfazer a seu apetite; todas as delícias são trazidas em um piscar de olhos por espíritos que servem a assembléia”.

No célebre processo de 1692 contra as bruxas de Salem, na Nova Inglaterra, uma testemunha forneceu esta descrição: “quais coisas comiam na convenção. Responde [a acusada] que levou o pão e o queijo no bolso, e que antes da convenção se encontrou em companhia de Andover. Sentaram sob uma árvore e comeram, e matou sua sede bebendo em um córrego”.

Tal similar refeição faria rir as bruxas de Lancashire e de Somerset, na Inglaterra. Durante os processos contra elas, ocorridos respectivamente em 1613 e 1664, as testemunhas afirmaram que nas convenções se comia o pão com toicinho e carnes de boi e de carneiro assadas, bebiam ótimo vinho e boa cerveja e não faltavam doces estranhos e o acquavite.

Mesmo os diabos participavam pessoalmente da festa, porque os espíritos, era opinião comum, quando tomam aparência humana comem e bebem realmente, como também dançam, cantam, tocam instrumentos musicais e mesmo fazem amor.

Quase sempre, nos países Anglo-Saxônicos, as bruxas exaltavam a bondade dos alimentos preparados para o Sabá. Em vez disso, as bruxas do continente, embora seu menù fosse quase idêntico ao de suas colegas inglesas, se lamentavam frequentemente do sabor dos víveres: eram insípidos e frios, ou de aspecto convidativo, mas de sabor desagradável, quanto ao vinho e a cerveja eram geralmente ácidos. Além disso diziam que, embora comessem muitíssimo, assim que retornavam à casa eram atacadas por uma fome enorme, como se não houvessem comido de tudo.

Na Suécia, durante os Sabás era costume tomar sopa de repolhos e toicinho, pão de aveia coberto de manteiga, e finalmente leite e queijo. Também aqui, durante os processos, as bruxas confessaram que o sabor dos alimentos era às vezes muito bom, e de outras era péssimo.



Além do aspecto puramente social, no decorrer do Sabá se executavam danças acompanhadas de musicas festivas, mas em muitos casos resultava que se celebrava rituais obscenos o que não cabe aqui. Entretanto, rituails diabólicos ou festividades rurais que fossem, os juizes não estavam dispostos a atenuar, especialmente no período em que a caça às bruxas foi mais intensa. Entre o final de 1500 e a metade de 1600, os católicos e os protestantes, os religiosos e laicos estavam determinados a combater a bruxaria e, prestando mais atenção à forma que ao conteúdo, cometeram o mais trágico dos erros de julgamento.


Relendo hoje o relatório do processo, nos perguntamos quantas vezes os inquisidores confundiram um piquenique banal ou uma festividade de vilarejo com um Sabá. E quantas daquelas manifestações folclóricas que ainda hoje alegram os finais de semana ou as festividades campestres em países, desapareceram com uma pancada de esponja pelas mãos dos juizes da cidade um tanto míopes, que nas máscaras do carnavalescos viram verdadeiros demônios e nas danças populares viram orgias satânicas?


Não são perguntas inúteis, se se acreditar que a história humana não segue sempre a estrada do progresso e da tolerância, e que freqüentemente também a justiça sucumbe aos modismos culturais.



Giordano Berti – 2007©

Tradução de Lília Palmeira

SOCIEDADE LAMATRONIKA® - Todos os direitos reservados. 2008

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

SEXUALIDADE FEMININA

Nos últimos milhares de anos, e ainda em muitas culturas, ser mulher tem sido considerado uma coisa ruim, inferior e/ou depreciativa.
Para o ser humano, principalmente para a mulher moderna, a transformação pela qual passa durante a puberdade é algo difícil e doloroso não só fisicamente. E é justamente este período que vai afetar a fase adulta deste ser em seus principais aspectos: físico, mental, emocional e, conseqüentemente, espiritual.
O rito de passagem da criança para a mulher acontece com a Menarca - o primeiro mênstruo.

O conceito de sexualidade é amplo na medida em que se situa entre a natureza e a cultura. Natureza no que se refere ao biológico, mas, sendo o biológico "traduzido" e reinterpretado pela cultura, podemos dizer que a sexualidade – como a conhecemos – é uma construção social. E como as relações sociais se dão dentro de um campo de poder, o conceito de sexualidade comporta também uma dimensão política: a relação do poder entre os sexos.
O discurso de nossa sociedade, ainda hoje, pretende encaixar a mulher em modelos de comportamento rígidos, mantendo-a numa estreita faixa que delimita o "permissível" dentro da sexualidade como sendo uma atitude passiva de expectativa e de aceitação. Por isso é difícil para a mulher assumir a sexualidade como algo seu. Essa dificuldade se faz sentir em vários aspectos, como, por exemplo, no que se refere à CONSECUÇÃO do prazer sexual que, segundo os parâmetros culturais, deve aparecer como "doado" pelo homem. Não se trata aqui de propor uma simples inversão de valores, delegando apenas à mulher a parte ativa na relação sexual, como defendem algumas equivocadas "feministas de plantão". A relação homem/mulher, inclusive sexual, deveria ser partilhada, pois seus impasses ou sucessos dependem de ambos os parceiros.
Devemos ressaltar neste ponto a questão da polaridade que independe do fator biológico-sexual. Existem mulheres ativas (positivas); assim como passivas (negativas). E na mesma proporção homens ativos e passivos.
A vivência da sexualidade, tanto masculina quanto feminina em nossa cultura é permeada pelo desconhecimento, pela incapacidade de se falar naturalmente sobre ela. Que motivos levariam o indivíduo a negar o saber que possui sobre si mesmo? Moldar a identidade pelo desconhecimento é uma estratégia de sobrevivência desenvolvida no sentido de cumprir o modelo social estabelecido. Essa negação de um saber sobre si mesmo proporciona que todo um esquema de sujeição possa ser desenvolvido e internalizado. Assim, a menina "sem maldade" é aquela que ignora o segredo do seu corpo e de sua sexualidade, ou que esconde o seu saber; entretanto os valores, as normas e interdições sociais configuram "modelos sociais" diversos para o homem e para mulher. Para o homem é, sobretudo, um modelo que consente, que incentiva a fazer. Espera-se que ele exerça a sexualidade (mesmo que de maneira deturpada), e o "bom" desempenho sexual é uma preocupação e uma pressão fisiológica comum. E de pensarmos que a melhor maneira de nos relacionarmos com a menstruação seria ignorá-la tanto quanto possível e, assim como todas as mulheres, conviver com barrigas doloridas e um humor terrível? Esta atitude está enraizada na negação da feminilidade (silêncio), negação esta que atravessa a história dos últimos milhares de anos.
Em um tempo mais distante, quando homens e mulheres adoravam a Grande Deusa, ou o Grande Mistério, não existiam esses entraves quanto à sexualidade; tudo era mais simples e natural. Depois, já no período Matriarcal, houve uma restrição dos papeis masculinos, onde a Natureza feminina transformou-se, pouco a pouco, em "mistérios" aos quais os homens tinham pouco ou nenhum acesso. Perdeu-se, lentamente, o entendimento da Grande Deusa, e o Culto ficou restrito à Deusa, que deixou de ser uma Face para ser o Centro do Culto.
A cerca de três mil anos a.C. deu-se início o deslocamento, em longo prazo, do pêndulo da história humana e, à medida que passávamos ao Patriarcado, os valores foram sendo orientados para o masculino e a posição das mulheres na sociedade foi sofrendo uma transformação de tal ordem que os aspectos da vida relacionados ao feminino foram denegridos [1].
Com o decorrer do tempo, isso levou a uma associação da vergonha do corpo e ficamos dependentes da mente. Nos últimos milhares de anos as principais religiões do mundo surgiram como patriarcais (em vários planos).
A vergonha do corpo e a vergonha de ser mulher rapidamente se acrescentam à vergonha da menstruação. Há uma "vergonha" incutida na humanidade, que as mulheres "carregam" pelos simples fato de serem mulheres: no mito de Adão e Eva, tal como foi e é interpretada, a vergonha masculina só existe por causa da presença da mulher, que com sua intuição "deu ouvido" à Serpente e partiu em busca da Sabedoria (e onde está o erro??). Seria bom que levássemos a sério estas histórias, pois embora não sejam factuais, são as pedras angulares dos dogmas religiosos atuais do Ocidente e Oriente Médio.
Na Idade Média, para dar apoio religioso ao patriarcado ocidental, houve algumas re-criações sutis — e outras não tão sutis assim — dos velhos mitos. As mulheres passaram a ser corruptoras e deviam ser temíveis e repudiadas pelos servos de um deus totalmente masculino. A própria Gênesis foi deturpada para que isso pudesse acontecer. O Conhecimento do Bem e do Mal passou a ser o conhecimento do Sexo (como uma coisa "do diabo") sendo a Serpente colocada como o próprio Mal, Satanás, ou "Príncipe das Trevas", ao invés de reconhecê-la como SHAITAN, O que traz Sabedoria. E assim, Eva (a rameira com seus insidiosos poderes de sedução) corrompeu o inocente Adão, não porque ela buscasse o conhecimento e sim porque ela queria sexo. E a maldição de Deus caiu em forma de dores para gerar os filhos: "com dores você vai parir os filhos. Você vai desejar seu marido, mas ele será seu dono" (Gen. 3:16) e foi incluída aí a menstruação como a "maldição" mensal através da qual Eva (todas nós) paga por seus "pecados". Aqueles que deturparam o mito não se ativeram para um detalhe: que com esta versão eles consideraram todos os homens, incluindo a si próprios, como idiotas manipuláveis.
O aumento do poder do patriarcado continuou seu percurso e embora práticas pagãs continuassem existindo em alguns pontos da Europa até a Idade Média, o Cristianismo as "destruiu", auxiliado pelas mudanças sócio-econômicas e pelo terror das guerras e da peste.
Depois do Cristianismo foi a Revolução Industrial do século XIX que trouxe novas mudanças: as mulheres foram divididas em três estereótipos culturais: as estóicas parideiras e operárias, as mulheres frágeis, e as prostitutas.
Para as operárias a menstruação era um incômodo que baixava sua produtividade, para as donas de casa era a comprovação da fragilidade, para as prostitutas, dias sem clientela.
Isso influenciou todo o processo posterior até chegarmos, com essa herança, na sociedade atual.
À medida que um número crescente de mulheres sai para trabalhar e que a nossa sociedade se desenvolve em termo de equivalência sexual, o estereótipo da mulher frágil e dependente vai-se desvanecendo. Já é mais um motivo de escárnio que um sinal de status. Passamos a dar maior valor à produtividade que ao lazer, e, para as mulheres já não é tão satisfatório ou econômico permanecer em casa.
De início, o feminismo moderno rejeitou as idéias da influência hormonal sobre as mulheres. Se as mulheres fossem julgadas inconfiáveis e/ou inconstantes devido às mudanças em seus hormônios no decorrer do mês, esta suposta inconfiabilidade era utilizada como uma razão para mantê-las afastadas das posições de poder. Em vista disto as "feministas" pregaram, equivocadamente, a TOTAL IGUALDADE COM OS HOMENS. Mas essa necessidade de conquistar a igualdade no mundo profissional nos conduziu a dispensar algumas idéias boas junto com as ruins.
Em geral, há pelo menos um vislumbre de verdade em qualquer ideologia, e os médicos do período Vitoriano não estavam completamente errados ao enfatizarem a importância da menstruação na saúde global das mulheres, o relacionamento entre o útero e o psiquismo e a sensatez do repouso durante o período menstrual. Rejeitamos essa idéia por nos lembrar a impotência e a "doença". Mas dizer-se que algo não é uma doença não significa necessariamente o mesmo que ignorá-lo completamente.
As mudanças sociais durante os últimos quarenta anos podem parecer uma revolução, mas de muitas maneiras o que tem ocorrido é uma assimilação. As mulheres que buscam poder em um "mundo masculino" têm se voltado para isso, tornando-se pseudo-homens. Vários discursos feministas tentam (e conseguem por vezes) derrubar tabus, mas incorrem no erro de dizer que "nenhuma mulher menstruaria se não fosse obrigada a isso" (Germaine Greer em The Female Eunuch). Essa foi em grande parte a linha seguida pelo feminismo nos idos de 1960 a 1970 e só com a ascensão do movimento da espiritualidade feminina a menstruação começou a ser considerada algo sagrado e significativo.


OS SÍMBOLOS

Por trás de atitudes e crenças há uma rede de símbolos e mitos que constituem uma parte permanente do padrão da experiência humana. O (re) conhecimento desses símbolos está arraigado em nós e nos é transmitido como um legado. Não importa o quanto tentamos ignorá-los eles continuam a existir e invadir nossa vida inconsciente com a sua influência Mágica.


A LUA

A lua tem sido associada à loucura e à violência, mas também à inspiração e ao amor. No inglês a raiz das palavras moon (lua) e mind (mente) é a palavra indo-européia MANA ou MEN, que significa mente, e um atributo de MA, a Mãe Suprema. As fazes da lua representam as Faces da Deusa que, por sua vez, é uma manifestação da Grande Deusa Primordial, ou Mãe Suprema. Assim como afeta o fluxo das águas, nossos fluidos corporais também são regidos pelo crescer e minguar da lua. Assim é o corpo da mulher - um equilíbrio hormonal em constante mutação, resultando em um fluxo e refluxo de fluidos: o sangue que flui durante a menstruação; a fase "seca" após o final do período; o muco que escorre durante a ovulação; os sucos da copulação (algumas mulheres chegam a ejacular quando têm orgasmos).
A parte técnica do período menstrual é vinculada à lua pela matemática:
A duração média do ciclo menstrual é de 29,5 dias que é exatamente o mesmo tempo que a lua demora em circundar a órbita da Terra.
A duração média da gravidez é de 265,8 dias exatamente 9 meses lunares (265,8 ÷ 9 = 29,5). A ocasião mais propícia para conceber é o 14º dia do ciclo (o que torna o período real de gravidez composto de 38 semanas, ou 266 dias, diferente do que dizem os médicos que calculam em 40 ou 42 semanas).
A ovulação é o sinal para a liberação dos hormônios que estimulam a formação do ENDOMÉTRIO, o revestimento do útero. O endométrio desprende-se (se não houver concepção) 14 dias após a ovulação: é o período do sangramento.


O SANGUE

Um dos símbolos mais antigos e centrais, representando a vida; o símbolo primal da Força da Vida. É um dos primeiros sacramentos utilizados pela humanidade.
Nas diversas religiões o vinho tinto simboliza o Sangue, por vezes reconhecido como o próprio sangue menstrual, considerado sagrado nas culturas da Antigüidade. Conforme as culturas por todo mundo se tornaram patriarcais, foram desenvolvidos rituais de puberdade para os homens, também envolvendo derramamento de sangue, como imitação das perdas sangüíneas das mulheres.
Supõe-se que o costume do sacrifício de sangue originou-se da prática de se utilizar o sangue menstrual como sacramento. À medida que os sacerdotes ganhavam poder e as perspectiva das mulheres foi desaparecendo, também o poder da menstruação foi afastado dos rituais de adoração e reverência. Em vez de honrar a Deusa/Deus Interior, a religião voltou-se para a idéia de uma força externa que necessitava ser aplacada pela oferenda do sangue de um animal ou de uma pessoa jovem. Isso pode ser visto como uma distorção do Conhecimento Antigo. A oferenda do sangue menstrual era e é uma afirmação da Vida.


A SERPENTE

Muitas culturas do mundo têm reverenciado a Serpente como símbolo universal da Renovação. Como KUNDALINI [2], é considerada a sede da energia Cósmica, símbolo da Vida e do Sexo (tanto o masculino, devido a sua forma fálica, quanto o feminino, devido ao seu ventre). Na Serpente URÆUS se vê a personificação do olho de Deus e a representação da Deusa de muitos nomes. OUROBOROS a serpente que morde a própria cauda é símbolo da infinitude do eterno retorno, da descida do Espírito para o mundo físico e do seu regresso. A Serpente é SETh, é SHAITAN, o Detentor do Conhecimento e da Sabedoria que todos nós temos que alcançar.
Uma das principais associações entre as mulheres e as Serpentes é por compartilharem um padrão de desprendimento cíclico. Para a Serpente, o que se desprende é a pele; para a mulher, o revestimento do útero. Uma vez que a pele é desprendida, a morte do feto potencial promove o renascimento da mulher. Eis o sacrifício sutil que com o não entendimento se tornou uma prática ritual em um passado relativamente recente.

O RESGATE

Neste momento, defrontamo-nos com um desafio: ser "senhora de si", apesar das estratégias de passividade e desconhecimento da violência, do medo, da dificuldade de individuação. Responder a este desafio, antes de qualquer coisa, é admitir a contradição, a transformação como um processo de constante FAZER e REFAZER na construção cotidiana de nós mesmas.
Resgatar é, pois, romper com a linguagem imposta, com o silêncio. E, também, procurar nomear o "mal sem nome": INSATISFAÇÃO .
O conhecimento de seu próprio corpo e a exploração de sua potencialidade permitem à mulher aprender sobre sua sexualidade, desmistificando, pela prática, tabus e interdições que a alienam de si mesmas. E só assim, permite a aproximação e descoberta do corpo do outro.
As pessoas começam a se aproximar de uma realidade em que o "feminino" e o "masculino" não constituem categorias opostas estereotipadas. O feminino só é passivo em sua polaridade, assim como o masculino é positivo. Aqui se clareia um "mistério": existem mulheres com polaridade positiva e homens com polaridade negativa. Isso não quer dizer “sapatão” ou “bicha”, que são formas estereotipadas de externalizar algo que é interno de cada um.
É comum pensar-se a liberação da mulher associada necessariamente a sucesso profissional ou a maior "liberdades de alternativas sexuais". Ora, assim a mulher liberada, torna-se uma "cópia" do que se considera o modelo de homem bem sucedido e, tal como este, negaria e desvalorizaria os atributos ditos femininos. Não nos parece que inverter os papéis seja o caminho para o questionamento da assimetria sexual.
Conhecer a si mesma interna e externamente é a melhor proposta.
Basta ter coragem!


A MULHER

Grande parte da força psíquica das mulheres está ligada ao ciclo de seus corpos, e, se ignorarmos este período e falharmos no reconhecimento de seu enorme valor, acabaremos perdendo contato com a riqueza da experiência feminina.
As culturas Oriental e indígena acreditam que a causa de muitas queixas ginecológicas é um comportamento impróprio durante a menstruação.
A menstruação é um período natural mensal em que o corpo necessita de um tempo, algumas horas ao menos, de relaxamento. Castrando esta tendência natural deixamos o corpo doente. Acompanhar as necessidades do corpo ao invés de ordenar que ele se adeqüe ao social é uma mudança importante. A mulher menstruando é considerada física e espiritualmente em seu estado mais poderoso. Permitindo que o corpo seja o professor nessa fase, pode-se APRENDER o significado disso.
Toda vez que menstruamos, ficamos em contato com o inconsciente através do nosso corpo. Daí termos fluxos mais intensos ou mais leves, mais ou menos dor ou outros sintomas, todos eles portadores de informações.
A síndrome pré-menstrual é nosso poder voltado para nós mesmas. Quando o poder é reconhecido e desenvolvido fica patente que nos traz clareza emocional e força mental, equilíbrio físico e abertura espiritual.
Nestes momentos necessitamos de solidão, e quanto mais difícil é conseguir este tempo para si, mais provável será experimentar dificuldades com a síndrome pré-menstrual. Desse modo, é possível que uma das funções dessa síndrome seja que, através da hostilidade possamos afastar aqueles que nos cercam.
É nesse período que libertamos as emoções que, se foram reprimidas, tendem a explodir em forma de lágrimas, gritos raiva ou tristeza exacerbada. Se isso não ocorre, aumenta a probabilidade de sintomas físicos: ter uma tendência contra uma determinada emoção significa que aquela emoção é a que tem mais probabilidade de surgir nesse momento; assim buscamos uma razão psicológica e um remédio físico. Muitas vezes a razão fisiológica e uma dieta e remédios podem ser de ajuda, mas a mente e o corpo não se separam e trabalhar no campo psicológico pode fazer maravilhas pela saúde de todo organismo.
Quando o Útero e a menstruação são vistos apenas como uma necessidade biológica desconfortável, a auto-estima das mulheres é correspondentemente baixa. Conscientizando-nos do papel da menstruação como uma abertura à expressão das emoções nos é permitido respeitar o processo e operar em conjunto com ele.
Para ser uma pessoa inteira é preciso permitir a si mesma uma ampla variedade de expressão emocional, até reconhecê-las todas, e substituí-las, aos poucos, por sentimentos genuínos.
É interessante observar que os sintomas da Síndrome Pré-Menstrual são mais severos nas mulheres entre os trinta e os cinqüenta anos. Uma possibilidade é o seu relacionamento com a individuação. É quando esse processo está atuante que a energia psíquica da mulher é liberada para desenvolver uma verdadeira individualidade.
A dor menstrual tem várias funções — uma delas é desviar nossa atenção para os nossos corpos. A consciência do corpo é uma habilidade sub-valorizada na nossa cultura. Na escola e em casa, somos treinadas para pensar, ver e ouvir — mas raramente somos estimuladas a sentir. Por isso a mulher deve ter muita consciência das necessidades mutáveis do seu corpo.
A fisiologia cíclica da mulher mostra que ela não pode estabelecer uma norma rígida e mantê-la a qualquer preço. Ela é um ser cíclico, com fluxo e refluxo de energia. Entrar em contato com esse ritmo e encontrar maneiras de honrá-lo é um desafio.
Os sintomas menstruais colocam-nos de volta ao contato conosco. Quando temos dor não conseguimos ignorar o fato. Quando a dor é realmente forte, é quase impossível pensar em outra coisa, senão na parte do corpo que está "gritando".
A cólica menstrual é, muitas vezes, ideopática, ou seja, conseqüência de uma disfunção orgânica não conhecida. É, por isso mesmo, o "grito" do útero avisando se algo está errado. Na medicina chinesa, as cólicas menstruais são sempre consideradas como indicativas de um desequilíbrio energético, que poderia ser corrigido por mudanças no estilo de vida e/ou na dieta, e/ou com medicamentos, e/ou fazendo tratamentos. As dificuldades emocionais podem, e geralmente provocam, não só cólicas menstruais como diversos tipos de dor. A medicina ocidental não diferencia a dor a esse ponto e, em geral, prescreve apenas analgésico (a menos que os sintomas sejam considerados sérios sob o ponto de vista da medicina).
Fisicamente, o sangramento é uma forma de eliminação e, por isso, é uma purificação do corpo. Do ponto de vista espiritual é um tempo de reconstrução interna: para o descanso, o retiro e a renovação. A menstruação é um período natural para as mulheres meditarem e estabelecerem contato interno e externo com o divino. É uma porta para dentro. Caso a mulher decida voltar-se para dentro durante o sangramento e permita a abertura desta porta de entrada, vai deixar que as informações, que estão no psiquismo, cheguem até a consciência.
No caso das mulheres que apresentam muitos sintomas, a partir do 14° dia elas já começam a experimentar o período de Kali, experimentando a fragmentação das coisas e as vendo escapar do controle, em parte por serem nutricionalmente deficientes ou ociosas ou estressadas. Nas mulheres saudáveis, é provável que a síndrome sobrevenha três ou quatro dias antes do fluxo.
A vida é um processo contínuo de autoconhecimento. Os sintomas aparecem para nos transmitir informações. Se não há um problema físico por trás do sintoma, são apenas contrações uterinas que, como no parto, provocam dor. Quando uma mulher menstrua, ela está trabalhando para dar à luz a si mesma.
É o contínuo renascimento.


IDÉIAS E SUGESTÕES DE TRABALHO COM O PERÍODO MENSTRUAL

· É essencial começar a entrar em contato consigo mesma.
· Faça um registro diário do seu ciclo, comparando os dias com as fases da lua, fazendo anotações em seu diário sobre seu nível de energia, seus impulsos, emoções, etc. Desse modo começará a aprender quais são seus próprios ritmos. É importante registrar os impulsos, mesmo que não sejam postos em prática.
· Aprenda a fazer o que SEU CORPO, e não a sociedade QUER. Aprenda a identificar suas condições e as questione, seu corpo responderá se você permitir.
· Quando estiver menstruada e tiver uma intuição forte, siga o impulso e veja o que acontece como resultado.
· Observe como ocorre a sua meditação ou outras práticas durante o período pré-menstrual e menstrual e compare com o restante do mês.
· Durante o período pré-menstrual e menstrual, a vida onírica é diferenciada, podendo-se, aí, trabalhar com os sonhos mais diretamente. Faça experiências com seus sonhos. O estado difuso de consciência que ocorre com a menstruação torna este período a época ideal para se atingir o que D. Juan chamava de 'Nagual'.
· Faça uma regressão ou retrospecto (se tiver boa memória) até se lembrar como foi a época da menarca.
· Encare sua Menstruação como um processo Alquímico.

Notas:

[1] Este período coincide com o início do que os hindus chamam Kali Yuga ou Era da Escuridão e da Confusão. Diz-se que a Kali Yuga dura aproximadamente 5.000 anos e, portanto estamos vivenciando seu final.
[2] Termo tântrico hindu para a energia em repouso na base da espinha dorsal.

Referência Bibliográfica

Berenstein, Dr. Eliezer: A Inteligência Hormonal da Mulher. Como o ciclo menstrual pode ser aliado, e não inimigo, do equilíbrio feminino. Editora Objetiva Ltda: 2001. Rio de Janeiro.
Budge, E.A. Wallis: The Gods of The Egyptians, or Studies in Egyptian Mythology. Vols. I – II. Dover Publications, Inc: 1969. New York.
Campbell, Joseph: As Máscaras de Deus. Vol. I (Mitologia Primitiva). Editora Palas Athena: 1992. São Paulo.
Castãneda, Carlos: O Segundo Círculo do Poder. Editora Record S.A.: 1995. Rio de Janeiro
Daniélou, Alain: Shiva e Dionísio. A Religião da Natureza e do Eros. Martins Fontes Editora Ltda: 1989. São Paulo.
Eliade, Mircea: História das Crenças e das Idéias Religiosas. Tomo 1 (Da Idade da Pedra aos Mistérios de Elêusis), Vol. I (Das Origens ao Judaísmo). Zahar Editores S.A.: 1983. Rio de Janeiro.
Qualls-Corbett, Nancy: A Prostituta Sagrada. A Face Eterna do Feminino. Edições Paulinas: 1990.São Paulo.
Owen, Lara: Seu Sangue é Ouro. Editora Rosa dos Tempos.


Lília Palmeira 2002, 2007©.
SOCIEDADE LAMATRONIKA® - Todos os direitos reservados.

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

PERFIL DE UM THELEMITA

Existe um Livro [1] que foi canalizado no início do século XX para todos os habitantes deste planetinha, mas principalmente para os assim chamados Thélemites, termo cunhado por volta de 1530 por François Rabelais (1490–1553) em seu romance Gargântua. Isto não prova que a canalização foi falsa e sim que ainda na Renascença a atual Corrente Energética já permeava a Terra. Estudando o período pode-se perceber isto.

Partindo da acepção de Thelema [2] como sendo o modus operantis atual do planeta e não uma religião, filosofia ou algo do gênero, é correto dizer que todos os que vivem de acordo com essa Corrente são thelemitas, independente da maneira como o fazem. Como exemplo, transcrevo algumas conclusões de um homem que, em minha opinião encarnou, muito bem, a definição de um thelemita:

“É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego dos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar. Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente observe”.

Conferir AL – I, 22-23.

“... Atai-vos de modo algum! Não deixai ter diferença feita no meio de vós entre uma coisa & qualquer outra coisa; em conseqüência disto aproxima-se o prejuízo.”

“Mas quem quer que beneficie-se nisto, deixe-o ser o chefe de todos.”

Por causa dessa inimizade pelo sexo, dessa oposição e repressão, o homem está decaindo interiormente. Ele não pode se livrar de algo que é a própria raiz da sua vida, e em função desse constante conflito interior todo seu ser tomou-se neurótico. Ele está doente. Essa sexualidade pervertida, tão evidente no gênero humano, existe por causa desses homens chamados de líderes e santos; são eles os responsáveis por isto. Até que o homem se livre de tais professores, moralizadores, lideres religiosos e de seus falsos sermões, a possibilidade do amor vir à tona será nula”.

Conferir AL – I, 41

“A palavra de pecado é restrição. Ó homem! não rejeite tua esposa, se ela quiser! Ó amante, se tu queres, parta! Não há laço que possa unir o dividido senão o amor: tudo alem disso é uma maldição...”

“A ambição cria a inquietação. Eu gostaria que entendesses tua ambição. O desejo cria inquietação. Eu gostaria que fosses consciente dos teus desejos”.

Conferir AL - I, 44.

“Pela vontade pura, aliviada de propósito, livre de desejo de resultado, é cada caminho perfeito.”

“Quando a dúvida desaparece, a crença também desaparece. Fé não é crença porque não é a metade, é total. Fé não é crença porque nela não há dúvida, portanto como podes crer? Fé não é racionalização, absolutamente: não é contra nem a favor disto ou daquilo. Ter fé é ter confiança, uma confiança profunda, amor”.

Conferir AL - I, 58.

Eu dou prazeres inimagináveis sobre a terra; certeza, não crença, enquanto em vida, sobre a morte...”

“Disciplina que vem de fora é decoração. Ela deve vir do interior. Deve espalhar-se para a periferia, vinda do centro...” “medroso, temendo morrer, apavorado por perder-te a ti mesmo, temeroso de te entregares, irás tornar-te vítima dos pequenos ensinamentos”.

Conferir AL – I, 31.

“Para estes tolos dos homens e suas aflições tu não cuidarás de todo! Eles pouco percebem; o que é, é equilibrado por meio de escassos prazeres;”

“Quando você sente o tipo de situação que está ocorrendo, você imediatamente se transforma para que as pessoas lhe dêem atenção.

Esta é uma forma profunda de mendicância.

Um verdadeiro mendigo é aquele que pede e exige atenção. Um verdadeiro imperador é aquele que vive em sua interioridade; ele tem um centro próprio, não depende de mais ninguém”.

Conferir AL – II, 58.

“Portanto os reis da terra deverão ser reis para sempre: os escravos deverão servir... Um rei pode escolher seu traje como ele desejar: não existe teste fixo: mas um mendigo não pode ocultar sua pobreza.”

“Um mendigo que pensa ser um imperador, sabe que é um mendigo. Este é o problema: ele pensa que é um imperador finge que é um imperador, e no fundo sabe que é um mendigo. Ele se sente bastante satisfeito com o seu reinado, mas um profundo descontentamento o segue como uma sombra: ‘sou apenas um mendigo’. Este é o seu problema: você pensa algo sobre si mesmo e sabe que não é verdade”.

Conferir AL – II, 59.

Tomai cuidado portanto! Amai a todos para que não haja, talvez, um Rei ocultado! Você fala desta maneira? Tolo! Se ele é um Rei, tu não podes ofende-lo.”

“... prepare-se para a sua morte! É claro que haverá pânico, medo, apreensão. O salto está destinado a ser difícil... se você estiver pronto para morrer, isso acontecerá... abandone a mente, o corpo, o ego, a identidade – e de repente, verá que algo novo está nascendo em você, que está se tornando um útero, que está ficando prenhe”.

Conferir AL – II, 72.

“Empenhe-se sempre por mais! e se tu és verdadeiramente meu – e não duvides disso, e se tu estás sempre prazeroso! – morte é a coroa de tudo.”

“É claro que penetrar no abismo é perigoso. Mas tem de ser assim. Porque na superfície você é muito ativo, pode trabalhar como um autômato, não precisa de nenhuma atenção. Entretanto, quanto mais penetrar no abismo, mais e mais alerta deverá estar porque a todo o momento a morte será possível”.

Conferir AL – III, 17.

“Receio de modo algum; não receais nem homens nem Destinos, nem deuses, nem coisa alguma. Não receai riqueza, nem risada das pessoas tolas, nem qualquer outro poder no céu ou sobre a terra ou sob a terra. Nu é vosso refúgio, como Hadit vossa luz; e Eu sou a firmeza, força, vigor, de vossos braços.”

“A mente usa o truque da projeção para esquivar-se do conflito interno porque esse conflito é muito doloroso – por muitas razões. A razão básica é que todas as pessoas têm uma imagem muito boa de si mesmas. Com a ilusão você pode tornar-se quase centrado. Esse centro que acontece na ilusão, entretanto, é o ego”.

Conferir AL – III, 63.

“O tolo lê este Livro da Lei, e seu comentário; & ele não o compreende.”

Esse thelemite nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Seus avós, com quem passou os sete primeiros anos de vida, apoiavam suas precoces investigações sobre a verdade da vida, lhe dando absoluta liberdade para fazer o que bem quisesse. Desde cedo desafiou os dogmas religiosos, sociais e políticos insistindo em buscar a verdade por si mesmo, ao invés de adquirir conhecimentos e crenças impingidos por outros. Só freqüentou escolas formais depois dos sete anos.

Nunca teve um ‘guru’, nenhum mestre espiritual a seu lado.

Graduou-se em Filosofia no Jain College, fez sua pós-graduação na Universidade de Sagar. Lecionou em duas Faculdades, mas em 1966, depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo e passou a viajar por todo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o "status quo".

Com a maturidade percebeu que essa atitude era inútil.

Em 1970 Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Nesse período nasce a Meditação Dinâmica e o neo-sannyas.

“... acho que a instituição do sannyas [3] , tal como existiu até agora, está agonizante; está praticamente morta... mas continuo usando a palavra sannyas porque vejo nela outro significado, muito mais completo que o antigo. Quero dizer a renúncia e todas as condições que o mundo impôs a vocês...”

Em abril de 1981 parou de falar em público e iniciou uma fase de "comunhão silenciosa de coração-a-coração". Em junho de 1981 vai para os Estados Unidos por causa de sua saúde. Em 1982/83 solicita visto de residente na qualidade de professor de religião, mas o visto é negado sob a alegação de que ele se mantém em silêncio e, portanto, não pode ser professor. Os pregadores cristãos fundamentalistas sugerem que Rajneesh é o anticristo, as autoridades em diversos escalões dificultam sua estadia. O procurador-geral do Oregon declara Rajneeshpuram ilegal [4] pelo fato de que “naquele lugar religião e Estado se misturam”.

Em Outubro de 1984 acaba o período de silêncio.

Em 1985 vem à tona todo um conjunto de atos ilegais cometidos por um grupo de pessoas que cuidavam da administração da cidade, que fogem para a Alemanha. Rajneesh convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias, mas em outubro desse mesmo ano foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado - normalmente um vôo de cinco horas - demorou doze dias. Onde esteve neste período é uma incógnita. Quando voltou Rajneesh, aconselhado por seus advogados (norte americanos), concordou com um acordo. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos. No mesmo dia voou para a Índia em avião particular, onde permaneceu em repouso nos Himalaias. Após isto, enfrentou uma verdadeira "via crucis" pelo mundo, mas onde quer que tentasse tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.

Mas o que importa é a sua obra, e no seu trabalho, ele falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Psicologia, Psiquiatria, Sufismo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, o Tao, Hinduísmo, Filosofia, Yoga, Tantra, Zen...

Chuang Tzu, George Gurdjieff, Buda, Rabindranath Tagore, Freud, Jung, Reich, Boheme, Eckhart, Lao Tse... Rajneesh extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial.

Ele diz: "Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento”.

“Não sou um guru”, diz ele, “mas não nego a necessidade a vocês de serem discípulos. Todos os meus esforços visam a despertar o guru dentro de vocês”.

Esses discípulos decidiram chamá-lo OSHO, um termo derivado do Japonês que foi primeiro usado por Eka, dirigido a seu mestre Bodhidharma. ‘O’ significa “com grande respeito, amor e gratidão” e também “sincronicidade” e “harmonia”; ‘SHO’ significa “expansão multidimensional da consciência” e “existência chovendo por todas as direções”.

Não devemos esquecer que os que pretendem estar dando continuidade ao ‘trabalho e ensinamento de Bhagwan Shree Rajneesh apenas seguem suas próprias interpretações do que foi dito; isto acontece com todos os que têm algo a ensinar. Os seguidores ou discípulos acabam caindo no erro do culto à personalidade do “Mestre”, como acontece com todas as tradições. Os que citam Osho como Guru ou algo parecido não entendem o que ele disse no decorrer de sua vida. Nas palavras de Rajneesh existem conhecimento e indicações, mas o entendimento que leva à Iniciação depende do processo de cada um. Como ele mesmo disse: “Eu não posso dar a você o meu entendimento. Eu posso falar acerca dele... Você terá que encontrá-lo. Você terá que entrar na vida”.

“Eu posso comunicar-me com você apenas intelectualmente. Se você pode realmente entender, então o que não foi dito pode ser sentido”.

“Assim, procure, seja um buscador e não seja um discípulo. Então você não será um discípulo de algum guru, mas um discípulo da vida total”.

Em Fevereiro de 1989 Osho inicia sua última série de palestras intitulada “O Manifesto Zen”.

“O Manifesto Zen é absolutamente necessário, porque todas as antigas religiões estão se despedaçando... antes que a casa velha caia, vocês precisam criar uma casa nova. E desta vez não cometam o mesmo erro...”

“este momento é muito valioso... Desta vez, a humanidade precisa dar um salto quântico, saindo das velhas mentiras apodrecidas para a nova verdade, a verdade eternamente nova. Este é Manifesto Zen”.

Osho deixou seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Algumas semanas antes dessa data lhe foi perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: "Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver...”

OSHO

NUNCA NASCEU

NUNCA MORREU

APENAS VISITOU ESTE PLANETA TERRA

ENTRE

1931 - 1990



Notas:


[1] O Livro da Lei (AL vel Legis) foi canalizado em 1904 no Cairo por Aleister Crowley com ajuda de sua esposa. Para maiores explicações veja Os Livros Sagrados de Thelema, de A. Crowley, publicado no Brasil pela Madras/Anúbis Editores. Ou The Equinox of the Gods, de A. Crowley, pela New Falcon Publications.

[2] Thelema, (em grego Θελημα) pode ser traduzida por Vontade. A Lei é o Amor e a Vontade é seu movimento.

[3] A antiga interpretação de sannyas era renúncia. Os sannyasins eram instados a renunciar ao mundo.

[4] Depois de várias apelações, a legalidade da cidade de Rajneeshpuram foi decretada pela Suprema Corte dos Estados Unidos em Maio de 1988, mais de dois anos depois que Rajneesh retornara à Índia.



Referência Bibliográfica:

Osho: Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto. Editora Pensamento-Cultrix LTDA.: 2001. São Paulo.

- todos os livros de Bhagawan Shree Rajneesh (Osho) publicados por várias editoras.

Staley, Michael: The Heart of Thelema. Published by Starfire Magazine, Vol I. – 3. Starfire Publishing Ltd: 1989. London.

Crowley, Aleister: Liber Al vel Legis (Liber CCXX) com fac-símile MS (Liber XXXI) e o Comentário. Tradução para Língua Portuguesa de Cláudio Carvalho e Lília Palmeira. Publicação Privada: 2002; rev. 2006. Rio de Janeiro.


Lília Palmeira – 2003, 2006©.

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