terça-feira, 27 de novembro de 2012

Introdução ao Estudo paralelo entre os sistemas: Thelema & Uwaysîyya


Amir Khusrau, Khamsah
Khezr & Elias na Fonte da Vida


INTRODUÇÃO AO TEXTO DE HENRY CORBIN



©Por Cláudio César de Carvalho

2012 e.v.


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Anno IVxx Sol 6° Sagittarius, Luna 4° Gemini




INTRODUÇÃO

Muitos ao lerem esse texto podem se perguntar. Qual a relação de Khezr com Thelema? 

Bem, primeiramente para entender se há alguma relação na questão acima preciso entrar em minhas considerações referente ao que seja Thelema. Respondendo de maneira muito simples, Thelema é um Impulso da Corrente Criativa também conhecida como Corrente 93 pelos Thelemitas que abrange qualquer sistema de Iniciação que seja genuíno, isto quer dizer qualquer sistema que propicie os meios para o Andarilho alcançar sua Realização Espiritual. Contudo, Thelema “pressiona” o Andarilho sempre para frente no intuito de reunir suas partes perdidas que impossibilitam o sucesso no seu Caminho. Essas partes que não permitem que o Andarilho se realize fazem parte integrante do play-ground do seu ego. Para facilitar ao menos uma visualização, veja o ego como um vasto reino que é dividido em vários condados, e esses condados vivem em conflito constante entre si. O Mote de cada um deles é: Domínio. Em um gráfico esse reino é representado por uma tênue linha que faz a ligadura entre dois pontos a qual é chamada de TENSÃO. Todos que habitam nesse reino vivem sob tensão diariamente e se perguntando sobre várias coisas repetidamente. Como vai ser o dia de hoje? O que vou ganhar ou o que vou perder? Sou capaz ou incapaz de ter o sucesso em minha vida? E por final, quem sou eu? Para onde vou? De onde eu vim? Qual é minha missão neste planeta? E uma resposta chega repentinamente: Tenho medo mesmo é da morte! Ah o ego, sempre o ego...
Para realizar a integração dessas partes (os condados no exemplo acima) é necessário operar a Fórmula de Iniciação desta Era que diz: Amor é a lei, amor sob vontade. A União do Amor & da Vontade ocorre plenamente quando surge a apoteose no seu Caminho: INTEGRALIDADE. Essa é a função basal deste Impulso. Quando o Andarilho INTEGRA A(L) IDADE ou ÆON, sua mente se dilui em um nível onde não há mais contradições, incoerências, confusões, inconstâncias e auto-sabotagens que entrem em conflito com o seu Ser. Desta forma, o Andarilho já Integrado sustenta e alinha sua posição no Universo; esse é o alinhamento que é citado em tantas tradições espirituais .

Segundo, Thelema sustenta que “cada homem e cada mulher é uma estrela” e, a partir dessa Fórmula de Percepção que é uma das principais emanações do prisma desse Æon de Aquarius-Leo, sugere, ao menos, que não importa qual religião ou sistema de iniciação se faça parte, desde que os meios, como disse anteriormente, sejam genuínos alicerces para o Andarilho trilhar o Caminho através de sua perseverança e inspiração; esse trabalho ou obra é o que os Hermetistas de todas as épocas denominaram de “construção de sua pirâmide”. A sua base deve ser a mais larga & sólida possível, assim ela sustentará todo processo posterior de erguimento até seu topo. Portanto, Thelema, não pode ser enquadrada como uma religião, pois Thelema vibra no coração de cada estrela no sentido microcósmico e no sentido macrocósmico como um Impulso que pulsa (Sístole & Diástole) a todo instante e sendo o combustível para que um sistema de Iniciação seja reativado em sua transcendente qualidade iniciadora. Resumindo, Thelema não é religião, filosofia ou estilo de vida, é RELIGIOSIDADE.

Terceiro, o Andarilho deve ter em mente que Thelema NÃO é o primeiro Impulso da Corrente Criativa e que já existiram diversos outros Impulsos desta Corrente que sempre permeou o campo astral deste planeta a fim de estabelecer uma dinâmica de desenvolvimento. Esses Impulsos fazem parte de um prisma caleidoscópico e tangencial que tem sua origem a partir do Coração da Corrente. Desta forma, focando o atual Impulso, o Andarilho deverá trabalhar intensamente com sua irradiação, lapidando sua alma e destilando sua mente, e assim verá que esse trabalho, quando bem feito, ocorre diariamente nos Planos Interiores, no mais recôndito do seu Ser. No decorrer do processo o Andarilho verá essa irradiação percorrer toda uma rede cuja cartografia interior se delineia em intermináveis túneis que operam como “tentáculos” iluminando as células do seu Inconsciente, i.e. codificando-as, tornando-o Desperto. Durante o processo de integração também será compreendido como procede o combustível e movimento contínuos em espirais da Corrente para ativar todas os sistemas genuínos de Iniciação via a Fonte da Vida. Conseqüentemente, será mais perceptível ao Andarilho conceber a raíz da fundação e o objetivo de todas as religiões históricas, sintetizando o motivo da existência delas. A maior parte da religiões buscava Iniciação, mas foram corrompidas por aqueles que não entenderam a sutileza e profundidade do Espírito da Iniciação a que chamam CAMINHO. Aqueles que se corromperam para manipular & escravizar as almas dos homens, não perceberam que o seu Espírito se afastou da Verdade, mas continua incólume uma vez que o Tabernáculo permanece inviolado para os que não possuem a Chave correta. A palavra-chave é IMPULSO que também pode ser chamada EMANAÇÃO.

Um desses sistemas, que estão operando segundo o atual desenvolvimento da Corrente Criativa, teve sua origem no Oriente Médio, um lugar ricamente espiritual. Sua irradiação provém de uma Ordem Oculta nos Planos Interiores, e sua manifestação ocorre apenas em um punhado de Iniciados desse sistema genuíno ainda que, muitos deles, jamais tenham ouvido falar sobre Thelema. Todavia, reconhecem o Impulso. Sob outra perspectiva, são como Irmãos de uma única Ordem cuja INTEGRA A(L) IDADE ou ÆON chama-se ÆON SEM PALAVRA ou ÆON dos GÊMEOS ZAIN, porque não há divisão da Palavra.

Este sistema é conhecido como Irmandade de Uwaysiyya e seus Iniciados são conhecidos como Owaysîs ou Awassî1. Esses Sufis Gnósticos se reconheciam através de um Companheiro chamado Uways al-Qarani, um legendário contemporâneo de Mohammed. Os Companheiros jamais tiveram a oportunidade de conhecer Mohammed em pessoa, mas foram, segundo a lenda, instruídos por Ele através de sonhos e visões. A tradição externa Uwaysi, portanto, reivindica por ensinar e receber instruções diretamente de Mohammed, a partir de Khezr (Khedir/Khadir), o profeta místico, ou a partir dos grandes mestres sufis do passado, e não de mestre para discípulo, como nas grandes ordens sufis (tarîqas), e no distante Oriente entre os hindus e budistas. Mas o contexto externo é completamente diferente do contexto oculto, por ser apenas o pano de fundo, de algo muito mais interiorizado e imanente em suas correspondências.

O Círculo Oculto Uwaysi sabe que o Mohammed Invisível não é nada mais, nada menos que Khezr, O Verde, sendo Ele O Guia daqueles Andarilhos sem mestre ou instrutor físico, de modo que a Cátedra em seu reflexo externo foi considerada pelos muçulmanos ortodoxos como uma prática altamente subversiva e, por conseguinte, herética, pela simples falta de entendimento dos ensinamentos básicos Sufis; e assim também aconteceu com os Gnósticos de outros tempos e regiões.

Espero que o leitor mais atento, possa perceber a importância da Irmandade de Uwaysiyya e de seu Arquétipo atemporal, Khezr. Ainda que este texto seja um pouco acadêmico em sua estrutura e na terminologia de alguns modelos, outrossim, Henry Corbin demonstra sua sensibilidade e percepção do imaginário e do invisível que permeia a consciência dos seres humanos. Os pontos que Corbin observa, de certa forma com isenção, sobre o entendimento de grandes mestres referente ao tema daqueles reinos mais elevados, levará o leitor a perguntar a si mesmo se “essa história de Khezr” é lenda ou realidade. Bem, isso não cabe ao autor responder, muito menos a mim, contudo, só em âlam al-mithâl você saberá.

Talvez, o início desse entendimento surja ao sentir a combinação que possa haver entre ser um Thelemita que é senão outro nome para Gnóstico e ser um Owaysîs. Sob meu ponto de vista a combinação é Uma, senão a Mesma, como nos ensina a Alquimia (Al Qara-nia). Por quê? Porque não há divisão na Palavra.

Todos são Companheiros, todos são Irmãos mesmo D'aqueles que tenham outros “Nomes”, uma vez que Eles possuem uma Vontade Direcionada, um Amor Consciente e O ENTENDIMENTO em como sê-Los ambos & igualmente, pois esses Irmãos fazem parte do ÆON SEM PALAVRA.

O motivo por trás da publicação desse trabalho de Henry Corbin foi traçar um paralelo entre dois sistemas de Iniciação que operam sob o mesmo Impulso ainda que sob diferentes Nomes. A Corrente & o Caminho são os mesmos, mas o sistema difere até alcançar a não divisão da Palavra – ZAIN. Esse paralelo é sintoma de minha gratidão ao me deparar com Irmãos de vários sistemas diferentes, mas que sabem o Impulso. É a Graça recebida pela simplicidade das circunstâncias que se manifestaram em meu Caminho, que proporcionaram nos reconhecermos.
Contudo, a essência de minha gratidão, foi colocado em meu relicário interior, e apenas manifesto uma pequena fração através das “notas de rodapé” colocadas ao longo das maravilhosas e simples palavras do texto de Henry Corbin, uma vez que as pedras preciosas retratadas em suas linhas, não devem ser maculadas.

A tradução do texto de Henry Corbin junto com minhas "notas de rodapé" está publicado no Scribd para todos os que desejarem acessá-lo.


Boa leitura & Boa Viagem.


1Awassî é uma das pronúncias de Owaysîs. Representa uma espécie de Fórmula aplicada a Iniciação dos Sufis Gnósticos. Awassi é equivalente a Aiwass em parsi.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Navegando na Internet e encontrando coisas esquisitóides!! - Surfing in the web and finding weird stuff!!


"Rir é o melhor remédio!"
"Laughter is the best medicine."


Navegando pela internet, um pouco desligado, encontrei alguns sítios que falavam sobre os trabalhos de Kenneth Grant. Até que eu comecei a prestar um pouco mais de atenção em ler algumas críticas sobre seus escritos, que são normais, uma vez que Grant é uma das pouquíssimas pessoas pelo mundo que possuem a capacidade de balançar as estruturas internas de tanta gente e de uma maneira tão avassaladora que estas pessoas ficam realmente agressivas e travessas em seus pontos de vista, tanto aqui no Brasil quanto nos países Estrangeiros. Mas, eu devo confessar que fiquei "impressionado" com algumas opiniões... 
É engraçado quando alguns ditos Thelemitas (na verdade thelemi(s)tas ortodoxos) se referem as Trilogias Tifonianas de Kenneth Grant. Eles dizem que os três primeiros livros de suas Trilogias são mais sensatos do que as outras duas Trilogias posteriores. Costumam dizer que Grant ficou preso na ilusão de extraterrestres, qliphoth, magia negra e etc... alguns até colocam que ele se tornou um Irmão Negro. Mas há uma explicação de o por que essas pessoas acreditarem nesses estranhos pontos de vista.
Primeiramente os três primeiros livros de Grant exprimem uma espécie de “revisionismo mágico” em cima do que Crowley e outros empregaram com a entrada de uma Nova Era. Seria um feixe de esclarecimento de novas perspectivas da Corrente 93 em várias de suas nuances, além de apresentar ao mundo um fantástico feiticeiro e artista chamado Austin Osman Spare. Mesmo com esclarecimentos que “transgridem” os pontos de vista dos thelemi(s)tas ortodoxos, eles ainda aceitam razoavelmente o contexto dos três primeiros livros, até porque Grant também esclarece alguns pontos da magia na historiografia das antigas tradições religiosas.
Todavia, as duas próximas Trilogias é onde Grant realmente elabora seu entendimento sobre o amplo campo obscuro da Magick, e para entender o que ele expressa, o Andarilho precisa de Iniciação, é necessário ao menos usar um dos aspectos (Sensibilidade) de sua Musa Urânia para compreender através de sua própria experiência o que ele transcreve em palavras vivas sobre as experiências dele no Caminho. Há um fio muito tênue que liga a sua experiência com a de Grant, mas é preciso Gnose para sustentar esse entendimento. Você percebe que a partir de suas experiências com os Túneis de Seth toda sua visão inicial se “transforma” abrindo para ele uma ampla e profunda perspectiva do que seja a Integralidade na Iniciação. É necessário que você integre suas sombras com sua luminosidade interior, é necessário tornar-se consciente do seu inconsciente que é alcançada através da Neutralização de suas Polaridades Primordiais. Devemos nos lembrar que somos partes de um todo, não existe "individualidade" onde há Unidade (imaginem supor sobre o NADA ou NÃO = 0?), mas para alcançar esta percepção é necessário integrar nossas partes perdidas dentro de nós. E como disse antes, a Iniciação é para poucos realmente. O ápice desse processo se dá quando ele publica The Ninth Arch, com o "Grimório da Aranha" conhecido como Liber XXIX (29) ou OKBISh, contudo se você brincar com o algarismo romano, neste caso XXIX torna-se XXXI (31), isso no faz lembrar de algo? Todo sistema de Grant está ali, e que vem alinhado com a sua Sabedoria de S´lba (pronuncia-se "Xilbá") ou a Doutrina do Nada-Ser publicado no primeiro Livro da Terceira Trilogia.
É impressionante observar o desenvolvimento de Grant durante suas Trilogias, ver a  "junção de um todo" em apenas nove livros, sobre essa "junção", não falo apenas da sua obra literária que é magnífica, mas principalmente no que diz respeito aos planos interiores, para mim isso é um sintoma de genuína Iniciação.
Sob meu ponto de vista, Iniciação se transforma a todo instante levando o Andarilho a adaptabilidade das formas, não ossificando-as em meros pontos de vista intelectualóide ou em crenças arraigadas de um sistema, seja ele qual for. Iniciação não é para qualquer um, não está a prêmio, e não se pode barganhar com ela; a Iniciação é adaptabilidade, flexibilidade e movimento. Isso leva a expansão e estabilidade contínuas.  
Contextualizando as Trilogias em Círculos Concêntricos de Entendimento, coloco aqui o principal motivo de as pessoas não conseguirem entender os escritos de Grant.
Bem, a primeira coisa, é observarmos que vários Iniciados dos tempos antigos escreveram em forma de Enéadas - ἐννεάς que significa um grupo que abrange nove deidades ou geralmente coisas sagradas, (Nove que eleva ao 10 transformando em Yod [Tetraktys - τετρακτύς] que é a Semente Oculta [de AChMOT como os Valentinianos chamavam Binah, AIMA & Nechamah] a qual está inserida no ATV IX; outra vez 9) conotando seu Deus Interno. Esse exemplo, me leva a mostrar com a inspiração das Musas um simples arranjo que deveria ser claro para alguns, como no caso das Trilogias de Grant:

Ordem  ou Círculo Externo (Consciência em Assiah)
    The Magical Revival;
    Aleister Crowley and Hidden God;
    Cults of the Shadow
 Ordem  ou Círculo Interno (Consciência em Yetzirah)
    Nightside of the Eden;
    Outside the Circles of Time;
    Hecate's Foutain
 Ordem  ou Círculo Secreto (Conciência em Briah-Atziluth)
    Outer Gateways;
    Beyond the Mauve Zone;
    The Ninth Arch
Para finalizar, cito um breve parágrafo de K. Von Eckhartshausen que reúne tudo que falei acima: 
“Quando o serviço divino externo abandonava o serviço interno este decaía e Deus constatava, por uma série de notáveis circunstâncias, que a letra não pode subsistir sem o espírito e que é inútil e até rejeitada por Deus se abandona seu propósito” (Nuvem ante o santuário, Thoth Editora, 1990) 

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Currently surfing through internet, a little off, I found a few sites that talked about the work of Kenneth Grant. Until I started paying a little more attention in reading some criticism of his writings, which are normal, since Grant is one of the few people in the world who have the ability to sway the internal structures of so many people and in a way so overwhelming that these people become really aggressive and mischievous children in their viewpoints, both Brazil and foreign countries. But I must confess I was "impressed" with some opinions... Go ahead!
It's funny when some who are "called" Thelemites (actually orthodox thelemi(s)tes) refer the Typhonians Trilogies of Grant. They say that the first three books of his Trilogies are more reasonable than the other two Trilogies. Often say that Grant was trapped in the illusion of aliens, Qliphoth, black magic and etc ... some even think he became a Black Brother. But there is an explanation of why these people believe in these strange viewpoints.
Firstly the first three books of Grant express a kind of "magic revisionism" over what Crowley and others employed with the input of a New Age
Grant's explanation, enlightenment would be a bundle of new perspectives of the 93 Current in several of its nuances, and also introduced the world to a fantastic magician and artist named Austin Osman Spare. Even with clarifications that "transgress" the viewpoints from orthodox thelemi(s)tes, they still accept reasonably the context of three books, because Grant also clarifies some points from magic in the historiography of ancient religious traditions.
However, the next two Trilogies is where Grant really elaborates his understanding of the broad field of obscure magick, and to understand what it expresses, the Wanderer needs Initiation, you must use at least one aspect (Sensitivity) of your Urania Muse in order to understand through your own experience what he transcribes into living words on his experiences on the Way. There is a very thin thread that connects your experience with the experience of Grant, but you need Gnosis to support this understanding. You realize that from his experiences with Tunnels of Seth, his initial perceptive vision "becomes" entirely, opening so a wide and deep perspective on what means the Integrality in the Initiation for him. It is necessary to integrate your shades with your inner light, it is necessary become aware of your unconscious which is key aspect from Neutralization of your Primordial Polarities. We must remember that we are parts of a whole, there is no "individuality" where there is Unity (can we imagine or suppose about NOT = 0?), but in order to achieve this awareness it is necessary to integrate our lost parts within us. And as said before, it is really just for. The culmination of this process is when he publishes The Ninth Arch, conceived with the "Grimoire of Spider" known as Liber XXIX (29) or OKBISh, but if you make an interplay with the Roman numeral in this case XXIX (29) becomes XXXI (31). Does it reminds us of something? All Grant system is there, and that is aligned with your Wisdom S'lba or the Doctrine of Self-Neither published the first book of the Third Trilogy.
It is striking to note the development of Grant during his Trilogies, to see the "junction of a whole" in just nine books, on this "junction", I not only speak from literary aspect, but mainly from the inner planes, to me this is a symptom of genuine Initiation. In my point of view, it becomes every moment leading the Wanderer to the adaptability of ways, not crystallizing in mere intellectual viewpoints poorly. Initiation is not for anyone, it is not the prize, and you cannot bargain with it; Initiation is adaptability, flexibility and movement. This leads to the continuous expansion and stability.
Contextualizing the Trilogies into Concentric Circles of Understanding, I put here an interesting suggestion for the people who fail to understand the writings of Grant.
Well, first thing to do is to observe that there were several Initiates of ancient times wrote shaped Enneads - ἐννεάς which means a group that generally includes nine deities or sacred things (Nine which elevates to 10 turning into Yod [Tetraktys - τετρακτύς] that is a Occult Seed [from AChMOT as Valentinians called Binah, AIMA & Nechamah] which is inserted in ATV IX - Hermit; again 9) connoting your Hidden God. This example leads me to show under the influence from inspiration of the Muses with a simple arrangement that should be clear to some, as in the case of Trilogies of Grant:

Outer Order or Circle (Consciousness in Assiah)
    The Magical Revival;
    Aleister Crowley and Hidden God;
    Cults of the Shadow
Inner Order or Circle (Consciousness in Yetzirah)
    Nightside of the Eden;
    Outside the Circles of Time;
    Hecate's Foutain
Secret Order or Circle (Consciousness in Briah-Atziluth)
    Outer Gateways;
    Beyond the Mauve Zone;
    The Ninth Arch

Finally, I quote a brief paragraph of K. Von Eckhartshausen bringing together everything that I said above: 
"When the divine external worship abandoned the interior worship it fell, andGod proved by a remarkable chain of circumstances that the letter could not existwithout the spirit, that it is only there to lead to the spirit, and it is useless and evenrejected by God if it fails in its object." (Cloud upon Sanctuary)


Texto de Cláudio César de Carvalho - 2012©